Conselheira Substituta do TCE-PA, Milene Cunha é reeleita presidente da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas

Durante a Assembleia Geral da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), em meio ao IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas (CITC), que ocorre em Florianópolis, Santa Catarina, a conselheira substituta Milene Dias Cunha, do Tribunal de Contas do Pará (TCE-PA), foi reconduzida aos cargo de presidente.

A eleição para o biênio 2026/2027 foi realizada nesta terça-feira, 2. O ministro substituto Marcos Bemquerer Costa, do Tribunal de Contas da União (TCU), foi reconduzido como vice-presidente.

 

A chapa homologada é integrada ainda por:

Secretária-geral: Conselheira substituta Jaqueline Maria Jacobsen, do TCE/MT;

Vice-presidente Financeiro e de Gestão:  Conselheira substituta Maria de Jesus Carvalho de Souza, do TCE/AC;

Diretor Financeiro e de Gestão: Conselheiro substituto Edvaldo Fernandes de Souza, do TCE/PA;

Vice-presidente de Prerrogativas e Assuntos Corporativos: Conselheira substituta Adriana Cristina Dias Oliveira, do TCM/PA;

Diretores de Prerrogativas e Assuntos Corporativos: conselheiros substitutos Paulo César de Souza, do TCE/CE, e Gerson dos Santos Sicca,  do TCE/SC;

Vice-presidente Jurídico-Institucional: Conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, do TCE/RJ;

Diretores Jurídico-Institucional: conselheiros substitutos Francisco Júnior Ferreira da Silva, do TCE/RO, e Marcos Antônio Rios da Nóbrega, do TCE/PE;

Vice-presidente de Controle Externo: Conselheiro substituto Luiz Henrique Lima, do TCE/MT;

Diretoras de Controle Externo: conselheiras substitutas Heloísa Helena Antonacio Monteiro Godinho, do TCE/GO, e Daniela Zago Gonçalves da Cunda, do TCE/RS;

Vice-presidente Político Institucional: Conselheira substituta Sabrina Nunes Iocken, do TCE/SC; e

Diretores Político Institucional: conselheiros substitutos Vinicius Fragoso, do TCDF, e Lívio Costa, do TCE/PR.

O conselho fiscal é formado pelos conselheiros substitutos Telmo de Moura Passareli, do TCE/MG, Ana Raquel Sampaio, do TCE/AL, e Antônio Emanuel de Souza, do TCM/BA. Os suplentes são os conselheiros substitutos Dicler Forestieri Ferreira, do TCM/RJ, Jaylson Fabianh Lopes Campelo, do TCE/PI, e Alípio Reis Firmo Filho, do TCE/AM.

A chapa reforça o compromisso da Audicon com a representatividade e a valorização dos ministros e dos conselheiros substitutos dos Tribunais de Contas. “Espero honrar a confiança depositada por cada um de vocês”, declarou a conselheira substituta Milene Cunha.

 

 

 

 

Assuntos discutidos

 

Antes da eleição foram tratados assuntos relevantes para a categoria. A presidente apresentou um panorama das ações realizadas nos anos de 2024 e de 2025, a partir do disposto no planejamento estratégico, que definiu sete objetivos.

 

Segundo ela, foram cumpridos os objetivos relacionados:

 

– ao fortalecimento da imagem da magistratura de contas como função essencial à independência e ao bom desempenho do controle externo;

 

– à garantia da representação institucional em defesa dos direitos e das prerrogativas constitucionais dos associados;

 

– ao fortalecimento do engajamento dos associados nas ações desenvolvidas;

 

– ao fortalecimento da comunicação interna e externa;

 

– ao fomento à produção e à disseminação de conhecimento técnico relativo às competências constitucionais dos associados ao controle externo e à gestão pública; e

 

– aos recursos financeiros necessários no cumprimento dos objetivos.

 

Por outro lado, a conselheira substituta Milene Cunha informou a necessidade de serem promovidos avanços referentes à observância do modelo constitucional dos Tribunais de Contas, quanto à reserva de vagas aos conselheiros e aos ministros substitutos.

 

Na oportunidade, também foi apresentado diagnóstico que abordou os seguintes aspectos:

 

Uso da nomenclatura de conselheiros e ministros substitutos;

Existência de norma que reconheça os conselheiros substitutos como membros dos tribunais de contas;

Existência de norma que vincule os substitutos como membros da magistratura;

Remuneração igual ou superior a 95% do titular;

Normativa prevendo assento permanente;

Discussão em todos os processos;

Convocação para substituição nas ausências e nos afastamentos do titular;

Convocação para manter o colegiado completo;

Rodízio entre conselheiros substitutos;

Relatoria de processos;

Isonomia e equidade de distribuição de todas as classes processuais entre todos os membros; e

Estrutura física e de pessoal compatível.

Para a presidente da entidade, algumas questões merecem aprofundamento, como a possibilidade de discussão em todos os processos e a que envolve a distribuição processual.

 

A realização de iniciativas para aperfeiçoar a comunicação da Audicon com a sociedade, foram mencionadas, como o aperfeiçoamento das publicações no site e nas redes sociais; a participação de encontro com influenciadores, organizado pelo TCU; e a campanha em história em quadrinhos “Da nossa conta!”, que está em fase final de produção —  serão cinco episódios, nos formatos digital, impresso e em vídeo, para mostrar o papel dos tribunais de contas, de forma a aproximar os órgãos de controle externo dos cidadãos.

 

  • Com informações da Atricon