Priscilla Silva Vieira, 43 anos, é CEO da MLX Uniformes, uma indústria de confecção especializada em uniformes profissionais e projetos sustentáveis, com sede no Pará e atuação em todo o Brasil, nascida de um sonho familiar e de uma visão muito clara: valorizar o trabalhador por meio do uniforme.
Hoje, a empresa confecciona dezenas de milhares de peças por mês e atua em todo o país, vestindo grandes marcas e instituições. Nesse contexto, a sustentabilidade entrou de forma muito natural.
O empreendimento liderado por Priscilla é um dos expositores na XVII Feira da Indústria do Pará (Fipa 2026), que ocorre até este sábado, 23, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém-PA, sob a chancela da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).
Em quantas edições do evento o seu empreendimento participou?
A MLX já participa da FIPA há quatro edições, e cada participação representa uma oportunidade importante de mostrar que a indústria amazônida também é inovadora, sustentável e competitiva. Para nós, estar na feira é fortalecer conexões, gerar negócios e mostrar a evolução da nossa empresa ao longo dos anos.
O que o seu empreendimento mostra ao público da FIPA?
Neste ano, a MLX trouxe muito mais do que uniformes. Nós apresentamos soluções industriais com foco em tecnologia, sustentabilidade e responsabilidade social. Mostramos nossos processos, nossas inovações, o reaproveitamento de resíduos têxteis, além de iniciativas ligadas à economia circular e à valorização das pessoas. Também trouxemos um olhar moderno para a indústria da confecção na Amazônia.
Quais os desafios da empreendedora amazônida em ocupar um espaço em evento do setor industrial?
A mulher amazônida ainda enfrenta muitos desafios para ocupar espaços de destaque no setor industrial, principalmente porque historicamente esse ambiente foi muito masculino. Além disso, temos desafios logísticos, acesso a investimentos e a necessidade constante de provar nossa capacidade técnica e de gestão. Mas eu acredito que a nossa força está justamente na resiliência, na criatividade e na capacidade de empreender valorizando a nossa região. Hoje, ocupar esse espaço também é abrir portas para outras mulheres.
