A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e o Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) promoveram, nesta sexta-feira (21), em Belém, um debate sobre violência contra a mulher. A modelo, empresária e ativista Luiza Brunet foi a convidada especial para palestrar no evento.
A iniciativa integra o Programa de Diversidade do Sistema FIEPA – Luzes do Respeito, alinhado ao compromisso institucional com o desenvolvimento humano, a indústria paraense e a sociedade. Com o tema “Uma lei, muitas vozes: um olhar sobre a violência contra a mulher”, o encontro promoveu debates que reforçam o enfrentamento da violência de gênero.
A abertura foi conduzida pelo presidente do Sistema Fiepa, Alex Dias Carvalho, e contou com a presença do presidente do TCE-PA, conselheiro Fernando Ribeiro. Ambos destacaram a importância de instituições públicas e privadas promoverem discussões para esclarecer os direitos das mulheres.
“Este é um projeto que une os poderes público e privado por uma causa que diz respeito a todos nós. É uma iniciativa que toca diretamente a nossa realidade e a responsabilidade que temos de transformar a vida das pessoas. Fazer o bem é também cumprir o nosso papel como sociedade e contribuir, juntos, para a construção de um futuro melhor”, ressaltou o presidente da Fiepa, Alex Dias.
“Lembro que, quando eu era criança, na década de 1960, a mulher ainda era enquadrada pela lei brasileira como um ser inferior, e ainda hoje há pessoas que enxergam dessa forma. É difícil promover mudanças em uma sociedade tão diversa como a nossa, mas estamos no caminho certo”, afirmou o conselheiro Fernando Ribeiro.
Na ocasião, Luiza Brunet compartilhou experiências pessoais, familiares e profissionais. Ela relatou as agressões sofridas por sua mãe, praticadas por seu pai, e a violência doméstica que viveu em seu terceiro casamento. Em 2016, ao denunciar o ex-marido, compreendeu a importância de usaria sua visibilidade para dar voz a outras vítimas. A partir daí, passou a integrar eventos de conscientização para encorajar mulheres a romperem o silêncio.
“A violência psicológica foi a forma mais difícil de reconhecer e enfrentar. Quem aceita violência psicológica acaba aceitando qualquer outro tipo de violência, pois perde até a capacidade de perceber que está sofrendo abusos”, afirmou Luiza.
“É de extrema importância que possamos discutir pautas relacionadas à violência contra a mulher, ampliar o acesso à informação e, principalmente, garantir que cada mulher conheça seus direitos e saiba onde buscar apoio”, concluiu a ativista.
Fonte: TCE-PA
Fotos: Emanoel Santos/Comunicação TCE-PA
