Moda, criatividade e referências amazônicas ganham a passarela na próxima segunda-feira (14), durante a abertura da exposição Vestir Amazônia, na Casa SESI Indústria Criativa, em Belém. A programação terá como destaque um desfile com peças autorais criadas especialmente para o projeto, além de apresentação da Orquestra Sustentável SESI.
As criações que serão apresentadas ao público nasceram durante a Mini Residência Artística Vestir Amazônia, que reuniu profissionais da moda em uma imersão de cinco dias. O desafio foi transformar em roupas elementos da história, da arquitetura e das memórias da própria Casa SESI Indústria Criativa.
Detalhes do casarão, formas, cores e referências históricas serviram como ponto de partida para a criação das peças. Fomentando a indústria criativa e a sustentabilidade, a iniciativa promove a criação coletiva a partir do reaproveitamento de resíduos de juta, madeira e brim, doados por empresas parceiras.
Na passarela, o público poderá acompanhar de perto como essas referências foram traduzidas em modelagens, texturas e composições. O desfile marca a culminância do processo criativo e abre a exposição, onde as peças poderão ser vistas em detalhes após a apresentação.
A programação também terá música com a Orquestra Sustentável SESI, formada por crianças e adolescentes, entre estudantes do SESI e jovens da comunidade. O grupo levará ao evento um repertório marcado por ritmos amazônicos, tocados em instrumentos produzidos a partir de materiais alternativos e recicláveis.

Da criação à passarela
Para a gerente executiva de Cultura do SESI Pará, Ana Cláudia Moraes, o desfile é uma oportunidade de apresentar ao público a criatividade dos profissionais envolvidos no projeto. “Cada uma das 16 peças carrega um olhar diferente sobre a Casa SESI e sobre a própria Amazônia. O mais interessante é perceber como história, memória e sustentabilidade foram transformadas em moda. Agora, todo esse processo ganha vida na passarela e chega ao público “, disse.
A produção das peças também contou com a participação do SENAI Pará, que colocou à disposição do projeto sua expertise em educação profissional e a estrutura do Centro de Tecnologia Têxtil e de Confecção da Amazônia, dando suporte técnico para transformar as ideias dos participantes em peças prontas para a passarela. Para a gerente do Centro de Tecnologia Têxtil e de Confecção da Amazônia do SENAI Pará, Clarisse Chagas, o projeto mostra como criatividade e conhecimento técnico podem caminhar juntos. “O SENAI entrou nesse processo justamente para dar suporte à transformação das ideias em peças. Os participantes da residência artística puderam experimentar de maneira colaborativa materiais, técnicas e novas formas de produção, com um olhar para a sustentabilidade, o reaproveitamento e o fortalecimento da indústria criativa paraense. O resultado que chega à passarela mostra o potencial dos nossos criadores e como a qualificação profissional e a tecnologia podem fortalecer a moda produzida na Amazônia”, disse.

Sustentabilidade
Durante a exposição Vestir Amazônia, o público também poderá contribuir com a doação de roupas e tecidos limpos e em bom estado, como algodão cru, tricoline e jeans. Os materiais arrecadados serão destinados aos cursos gratuitos do Eixo de Costura e Moda das Usinas da Paz, que capacitam cerca de 5 mil pessoas por semestre.
Após o desfile, as criações passam a integrar a exposição Vestir Amazônia, na Casa SESI Indústria Criativa, até o dia 31 de outubro. O Vestir Amazônia é uma iniciativa do SESI Pará, com apoio do Conselho Nacional do SESI, por meio do Edital Conexão SESI 2026.
Ficha técnica
Realização:
SESI Pará e Conselho Nacional do SESI
Apoio institucional:
SENAI Pará
Apoio:
Companhia Têxtil de Castanhal, MLX Uniformes, Ebata
Curadoria: Fernando Hage e Yorrana Maia
Produção executiva: Brado Comunicação
Serviço:
Abertura da exposição Vestir Amazônia
Data: 14 de setembro, às 17h
Local: Casa SESI Indústria Criativa
Visitação: até 31 de outubro
- Terça a sexta-feira, das 9h30 às 12h e das 13h às 17h30
- Sábados, das 9h às 13h
Entrada gratuita e aberta ao público.
Fonte: Fiepa